A transformação pela Superdotação: ela não bateu na porta, ela chutou e entrou!
- José Angelo Fiorot Junior Terapeuta On-line
- 4 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Entre junho e dezembro de 2020, fiquei procurando uma pós graduação para fazer. Na verdade, eu não achava que daria conta de entrar num doutorado numa Universidade pública brasileira, mesmo tendo cursado química na USP, entre 2003 e 2008. Enfim, coisas dos "complexos emocionais" dos superdotados, rs.
Pois, partir então em busca de uma universidade privada que tivesse algum doutorado em Educação ou Psicologia, ou mesmo alguma instituição portuguesa, que oferecesse o curso na modalidade blended learning, com aulas on-line e trabalhos apresentados por lá. Ao mesmo tempo em que achava que não passaria numa universidade pública, também havia outro problema: eu precisava trabalhar, e os programas de pós-graduação brasileiros, cá entre nós, foram feitos e desenhados para a elite... eu moro distante mais de 100 km do PPG mais próximo, o que inviabiliza me deslocar para assistir a uma aula na terça de manhã, outra na quinta à tarde e mais uma na sexta à noite, por exemplo.
Pois bem, era pandemia, e se se lembram, tudo era on-line! Então, despretensiosamente, resolvi me inscrever nos PPGs da Unesp de Araraquara, na Unesp de Bauru e na UfSCar.
Na UfSCar, o mesmo projeto encaminhado para as três universidades, sequer foi aceito para continuar na segunda fase do processo.
Tive uma experiência ruim na última fase de seleção do PPG da Unesp, com a entrevista de Araraquara, quando as duas professoras da banca virtual foram bem inassertivas e mal-educadas.
Onde eu achava que não daria em nada desde o começo, ou seja, Bauru, fui passando fase por fase, até a entrevista novamente. Meu projeto era sobre Habilidades Sociais Docentes, continuação do meu mestrado. Na ocasião, as professoras Alessandra e Carina fizeram várias perguntas, e eu achei que não havia passado, afinal, não conhecia ninguém!
Passados 15 dias, meu nome estava lá na lista de aprovados! Fiquei surpreso, de verdade, porque não esperava. Na primeira entrevista já com a minha orientadora, Carina Rondini, a mesma disse: "Rapaz, eu não pesquiso esse tema que você quer. Você foi bem na seleção, não havia quem acolhesse você e eu resolvi ser a sua orientadora. Porém, eu pesquiso Altas Habilidades / Superdotação, que é o que eu sei. Se você quiser pesquisar isso, continuamos, senão..."
Já tinha chegado até ali, que custava conhecer mais sobre o tema, não é mesmo? Carina me mandou um monte de livros, artigos, textos e vídeos. Li tudo em menos de 15 dias, até a próxima supervisão. E quanto mais eu lia, mais eu me identificava com a descrição de uma pessoa SD...
E, foi assim, que com um chute na porta, a transformação pela Superdotação entrou na minha vida, e eu que achava que tinha um "pézinho" no TEA / TDAH, acabei descobrindo que, na verdade, era Superdotado!
No próximo post, conto um pouco mais sobre meu processo de identificação e o que eu pesquiso no doutorado.
Até lá, com carinho.
José Angelo Fiorot Junior
Doutor em Psicologia




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