O meu processo de Identificação de Altas Habilidades / Superdotação
- José Angelo Fiorot Junior Terapeuta On-line
- 4 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Entre abril de 2021 e janeiro de 2022, me dediquei às leituras sobre AH/SD e continuei a desenvolver meu projeto do doutorado. O projeto teve que ser todo remodelado, de Habilidades Sociais para Enriquecimento Curricular, e minha ideia era oferecer um enriquecimento mediado por um aplicativo, que desenhei e criei do zero, em menos de 15 dias. O projeto todo, para ser reescrito levou cerca de 40 dias. As leituras todas já haviam me sinalizado várias características parecidas entre o meu modo de agir no mundo e como se comportam os superdotados, mas até então, não havia ligado uma coisa com outra, e estava ignorando esse fato. Foi quando, na disciplina ministrada pela professora Alessandra Bolsoni-Silva, em que apresentávamos nossos projetos para os colegas do curso, que ela mesma sugeriu: "José Angelo, você refez tudo isso em menos de dois meses... você não acha que talvez você seja um deles?". Com vários elogios da turma, comecei a me abrir e permitir que essa ideia, aos poucos fosse crescendo em mim. Hora refutava, hora abraçava.
Em fevereiro, entrei em contato com a Denise Arantes-Brero, na época, Presidente do Conselho Brasileiro para a Superdotação (Conbrasd), que realizou diversos testes, em várias sessões (na época, tudo on-line, por conta da pandemia) avaliando cognição, criatividade, desempenho acadêmico, memória, atenção... enfim, foram cerca de 20 testes e entrevistas comigo e com colegas. Em março veio a confirmação e rolou a identificação de altas habilidades... eu era mesmo um deles.
Na época eu estava diretor de uma escola particular na minha cidade, e quase não deu tempo de sentir o que era aquilo tudo, mas ficou latente e incomodando, até que, em abril, resolvi procurar uma nova psicoterapeuta para acompanhar esse processo de descoberta comigo, e me guiar nesse sentido.
Trabalhamos tanta coisa, mas tanta... desde a aceitação até a imposição de limites; desde o simples fato de dizer um não até a capacidade de entender que as pessoas abusavam da minha alta capacidade de resolver problemas, o que me deixava sobrecarregado.
Enfim, esse processo veio sendo construído com terapia + estudos + cursos + o próprio doutorado, e segue, adentrando cada vez mais nesse mundo. Agora, cerca de dois anos após a minha identificação, muita supervisão clínica com gente de alto gabarito, como a Natália Pascon, minha querida professora, a Desireé Cassado, um expoente em terapia ACT no Brasil e no mundo, Priscila Rolim, que é tão generosa em ensinar a Terapia Analítica Funcional, e tantas outras pessoas, que resolvi ampliar o meu foco clínico para atuar também na identificação e no acompanhamento dos superdotados que estão nesse processo que eu mesmo vivi.
E, assim, seguimos em constante aceitação e compromisso conosco mesmos, convidando você a se permitir vivenciar esses aspectos também!
Com carinho,
José Angelo Fiorot Junior
Doutor em Psicologia




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